MPT recebe novo Procurador Regional do Trabalho Marcelo José Fernandes da Silva

Em entrevista à Assessoria de Comunicação da PRT-14, o procurador abordou o papel do Ministério Público do Trabalho na sociedade contemporânea e refletiu sobre os desafios trazidos pelas novas formas de relação laboral.

A Procuradoria Regional do Trabalho da 14ª Região (MPT-RO/AC) recebeu, na última semana, o novo Procurador do Trabalho Marcelo José Fernandes da Silva, que passa a atuar no 5º Ofício da sede, em Porto Velho (RO).

Natural do estado do Rio de Janeiro, o Procurador Marcelointegra o Ministério Público do Trabalho desde 1998, acumulando uma sólida trajetória marcada por atuações em diferentes regiões do país, como os estados do Espírito Santo e Pará. Durante sua passagem pelo Pará, destacou-se nas diligências de combate ao trabalho escravo, percorrendo diversas localidades do território paraense — uma experiência que, segundo ele, reforçou sua admiração e compromisso com a missão institucional do MPT.

Em entrevista à Assessoria de Comunicação da PRT-14, o procurador abordou o papel do Ministério Público do Trabalho na sociedade contemporânea e refletiu sobre os desafios trazidos pelas novas formas de relação laboral. Comentou ainda sobre as especificidades do estado de Rondônia e as transformações econômicas que impactam diretamente as relações de trabalho na região.

Ao tratar das particularidades da Amazônia Legano campo do trabalho, o procurador destacou as diferenças marcantes entre as atividades urbanas e rurais:

“Nas cidades grandes, há muito comércio; já no interior, predominam atividades extrativistas e agrícolas. São setores que demandam uma atuação intensa do Ministério Público, pois costumam apresentar maior precarização. Quanto mais distante, mais precarizada é a atividade”, observou.

Procurador do Trabalho também refletiu sobre as novas configurações do mundo do trabalho, como a uberização e a pejotização, que têm gerado fragilidades na proteção de direitos trabalhistas. Para ele, esses desafios exigem uma atuação articulada entre instituições e sociedade civil, de modo a assegurar a efetividade dos direitos fundamentais dos trabalhadores.

“Não existe nada que se possa fazer individualmente. As instituições precisam estar coesas e trabalhar com objetivos e metas bem definidas”, enfatizou.

Com sua chegada, a PRT-14 reforça o fortalecimento da atuação institucional na Amazônia, reafirmando o papel estratégico do MPT na promoção da justiça social e do trabalho decente. 

 

✍ Texto: Gabriel Moreira 
✍ Edição: Marcela Bonfim
📌 Fonte: ASCOM-MPT/RO e AC

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